"Hoje as rainhas são diferentes"
Nesta publicação vou falar do papel das rainhas no nosso mundo e como o tal continua a evoluir mesmo que as rainhas sofram sempre de escrutínio pela sociedade. A verdade é que historicamente as mulheres e consequentemente as rainhas, nunca tiveram muito poder políticamente nem socialmente. No entanto, isto tem vindo a mudar nos últimos séculos, mesmo que as nossas monarcas continuem a ter de seguir expectativas rígidas, sofrendo de críticas fortes quando não as seguem.
Utilizando a monarquia do Reino Unido como um exemplo, o primeiro rei do país subiu ao poder em 924. Porém, tivemos de esperar até 1516 para ter a primeira soberana. Até ali todas as rainhas tinham sido rainhas consortes. Segundo a página web da família real do Reino Unido, o papel da rainha consorte é proporcionar companhia e apoio moral ao seu marido, uma função que soa antiquada e com um efeito pouco significativo na sociedade. Ficamos também a saber que a primeira rainha de Inglaterra, Maria Tudor, só ascendeu ao trono porque todos os herdeiros masculinos tinham falecido. Sem concorrentes, só restou Maria, que surpreendentemente fez quase tudo o que queria com o seu poder. Maria, que era a favor da religião católica no Reino Unido, ficou conhecida por ordenar a morte de mais de 300 protestantes; o método escolhido foi queimá-los vivos. Também se casou com o Príncipe Felipe de Espanha, contra a vontade da maioría do seu povo. Claramente, depois de tantas decisões controversas, Maria ficou conhecida como "Maria Sangrenta" e fala-se dela como se fosse uma história folclórica hoje em dia. Semelhantemente à sua irmã, Isabel I fez o que quis com o trono. Isabel restableceu o protestantismo no Reino Unido, derrotou a Armada Espanhola e manteu a paz num país anteriormente dividido. Contudo, mesmo sendo a grande rainha que foi ficou conhecida como a "Rainha Virgem" por ter tomado a decisão de nunca se casar. Alguma vez se dava um nome destes a um rei?
Com o tempo, era provável que as rainhas fossem ganhando mais poder e respeito no governo. Contudo, as monarquias começaram a perder soberania, tornando-se monarquias constitucionais, todos os monarcas perderam algum poder. No entanto, o papel das rainhas reinantes manteve-se. A única diferença é que contemporaneamente, o escrutínio é muito mais provável já que as monarquias se tornaram mais expostas ao povo ao longo do tempo. Qualquer mulher da família real hoje em dia continua a ter de preocupar-se muito mais do que um homem, tendo de seguir mais regulamentos e expectativas sociais, já que além de serem mulheres no século vinte e um também são monarcas. Uma rainha tem de apoiar o seu marido, mantendo uma aparência perfeita a todos os tempos, um tom de voz razoável, uma atitude serena e a verdade é que a lista continua para sempre. Especialmente com a media a perseguir toda a gente, tudo sobre uma monarca tem de ser aperfeiçoado até ao fim para evitar sair de personagem momentaneamente. Imagino que seja cansativo. Por esta razão, uma coisa é certa, eu não trocava a minha vida com a de uma rainha.
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