Festivais de Verão



Com os dias de verão a chegar, todos os portugueses querem arranjar maneira de se distraírem das ondas de calor. Para o fazer, muitos optam por frequentar festivais de música. Dependendo do estilo de cada um, escolhem entre as dezenas de opções disponíveis. Entre os festivais deste ano estão: o Super Bock Super Rock, o CoolJazz Cascais e o Sol da Caparica. Só entre estas três opções há espaço para fãs de rock, jazz e de música lusófona.

A primeira edição do Super Bock Super Rock (SBSR) aconteceu em 1995 na Gare Marítima de Alcântara. Entretanto, o festival já passou por vários lugares como o Parque Tejo, o Porto e até Luanda. Organizado pela promotora Música no Coração, este ano o SBSR voltou ao Meco. Luís Montez, o empresário por detrás desta promotora, disse ao Observador numa entrevista que nenhuma localização tem acesso fácil como Lisboa, mas que se tinha apaixonado pelos pinheiros mansos da Herdade do Cabeço da Flauta. Na lista de melhoras para o festival deste ano em relação aos últimos, o SBSR vai passar a ter restaurantes de “faca e garfo” e uma parceria com a LG que vai proporcionar toda a tecnologia do festival. Alguns dos roqueiros e artistas presentes vão ser Måneskin, Royal Blood, Tom Morello e Slow J. Para vê-los a atuar dia 17, 18 ou 19 de Julho pode pagar 72€ diários ou 144€ pelos três dias.

Por outro lado, o festival CoolJazz em Cascais vai percorrer todo o mês de Julho, desde dia um a dia 31. Este festival ocorreu pela primeira vez em 2004. No entanto, a ligação entre Cascais e este estilo de música é muito mais antiga. Em 1971 já existia um festival parecido, chamado Cascais Jazz, promovido por Luiz Villas-Boas, chamado pela Comunidade Cultura e Arte um “titã da história do jazz” em Portugal. Pelo palco deste festival passaram vários artistas conhecidos como Ella Fitzgerald, Duke Ellington, Sarah Vaughan, Keith Jarett, Charlie Mingus e Pharoah Sanders. Uns anos depois, Karla Campos, a atual programadora do CoolJazz, inspirou-se no Festival de Jazz de Montreux e decidiu recriar o mesmo conceito em Portugal, mas implementado através duma maneira diferente dos antigos festivais. Para chamar à atenção do público, Karla Campos decidiu criar uma “fusão” entre o jazz e outros estilos de música como o pop ou o fado. Apesar de ter concertos ao ar livre, este festival oferece lugares para o público se sentar e tem de um a três artistas cada noite para realçar o cabeça-de-cartaz. Para entrar paga-se de 30 a 60€ dependo do dia. 

Em Agosto, de dia 15 a 18, o festival Sol da Caparica vai acontecer no Parque Urbano da Costa da Caparica. André Sardet, da empresa Domingo no Mundo, que organiza este festival, diz que a edição deste ano vai guiar-se por quatro conceitos. Primeiro, a cultura, através da música lusófona, mas também o ambiente através da promoção de sustentabilidade no evento e a inclusão ao dedicar-se a pessoas diferentes como as crianças. Finalmente, a economia circular, através da escolha de parceiros e artistas locais para favorecer os negócios em Almada. No cartaz encontram-se inúmeros artistas conhecidos como os Calema, os Quatro e Meia e Xutos & Pontapés. Em relação aos bilhetes, os diários custam 28€, mas pode pagar 78,50€ para frequentar o festival todos os dias. Além disso, se for residente em Almada pode ter um desconto de quase 20%.

Com tantas opções para tantos gostos é impossível não ir a um festival disfutar do verão. Seja em junho, julho ou agosto, tem muitos concertos por onde escolher.

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